Entre empadas e sustos (para não dizer po***das)
15/Maio/2008 de Gledson
Às vezes um pouco modificado, é verdade, mas Heráclito já se disse sobre ser impossível entrar duas vezes num mesmo rio, pois ele se modifica então nunca mais é o mesmo rio. Impossível ter o mesmo pedal duas vezes. E a cada edição, ele é outro, e o mesmo.
Até o momento essa foi a edição com o maior quórum. 10 ciclistas. Só não completamos um time de futebol, porque o Leonardo teve uma baixa. Ou melhor, sua bicicleta o deixou na mão. Mas mesmo assim ele esteve no ponto de encontro (a pé).

Também acho que foi mais tranquila (logo verão que não para mim) e a edição mais engraçada.
Seguimos o mesmo roteiro de sempre. Sem muitas mudanças.
Dessa vez “Seu” Vicente já estava melhor. Já recuperado da dengue que o acamou e o acalmou na semana passada.
Sob o viaduto Negrão de Lima, reencontramos uma mulher com um bebê. Nos demos conta que quando começamos esse nosso projeto, ela estava grávida e agora tem esse bebê.
Em Madureira, mais uma família inteira ao relento. Pai, mãe e filho. Isso mostra que nem todos que estão na rua são alcóolatras, drogados ou marginais. São sim marginalizados pela sociedade.
O guaraná acabou rápido e então o grupo se dividiu. Paulo, Vinícius e Rogério foram à casa do primeiro buscar mais guaraná e roupas para a criança que encontramos. Enquanto o restante do grupo seguiria num ritmo mais tranquilo para encontrá-los no meio caminho.
Bem, enquanto a gente ia adiante para encontrá-los, este que vos escreve passa por um momento digno de vale-tudo.
Ao acordar um cara que dormia escondido num cantinho, este então acorda extremamente assustado (também quem não se assustaria ao acordar e ver um cara de roupa colorida, coladinha no corpo e usando capacete???) e começa a desferir pontapés em minha direção, enquanto eu tentava apenas me defender e principalmente acalmá-lo…
Ânimos acalmados, pazes feitas e nenhum knock-out… Ufa!!!
Seguimos em frente.
Em Marechal Hermes, já com os três novamente no grupo, terminamos o nosso serviço.
Terminamos?
Que nada! Pedal sem fome dá é fome!
Com direito a umas 10 empadinhas e 5 bananas para nosso amigo. Que de tanto consumir, acaba com o estoque de empadinhas da tia da barraquinha que vai embora toda sorridente.
Missão cumprida, retornamos para casa satisfeitos ao extremo, pois com o número de participantes, conseguimos manter a mesma quantidade de comida/bebida e ainda adicionamos varias roupas para serem doadas.
Ei Gledson. Tô por aqui ainda acompanhando vocÊs.
Vê se come menos empada cara, senão…
Não sei porque, mas tenho a impressão que esse projeto de vocês tem tudo para se transforma num projeto nacional e até internacional. Já ouviu falar de outras iniciativas com bikes e ação social em outros municípios, estados, etc?
Juntar forças, trocar experiências.
Parabéns pela doação e registro no Blog. Acho que essa documentação que vc está fazendo é muito importante para incentivar iniciativas semelhantes.
Ah… Eu morei em Benfica. Na favela do Arará. Isto tem mais de 18 anos. Ver vc falando das ruas dos suburbios cariocas à noite para mim é um resgate.
Sei que isso não é foco, mas, quando der, se der, fala mais detalhadamente dos roteiros, dos pontos. Pode até usar o Google Maps para marcar pontos. Sei lá!
Abração,
Orlando